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22/09/2012

E bate a preguiça

Quando tenho que preparar algo para comer bate aquela preguiça. Sempre me alimentei bem, mas porque mamãe sempre preparou coisas boas. Todos os dias. Só que agora eu cresci e mamãe tem outras prioridades, ainda bem. O problema é que eu cresci mas não amadureci em alguns aspectos (eu não sou uma boba da corte, ok?) e juntando isso à minha preguiça habitual temos uma péssima alimentação. É, quem me conhece acha que sou natureba, tenho um estilo de alimentação mais leve, prefiro frutas e hortaliças e et cetera  et al. Isso é verdade se um outro alguém preparar uma refeição decente e me der, mas a verdade verdadeira, é que depois que tive que começar a me virar sozinha, minha alimentação caiu em qualidade, e muito.

Pego aquilo que estiver ao meu alcance e preparo o que for mais rápido de fazer. Nessa ordem. Se eu tiver que lavar e descascar uma fruta para comer no intervalo entre o café da manhã e o almoço vou procurar antes se já não tem algo pronto e se tiver e isso for um doce... é eu sei, troca muito, muito ruim. Quantas vezes deixei de comer salada no almoço ou na janta por pura preguiça de lavar, esperar esterilizar e cortar? Quer saber o resultado desse desleixo? 6kg a mais desde março deste ano.

Eu realmente tento manter a linha, nem tanto pelo medo de engordar mas sim porque sei que hábitos ruins refletem na saúde, se não agora, lá na frente e meus exames de sangue - que sempre foram bons - começaram a apontar alterações. Minha família, tanto por parte de mãe quanto de pai, tem um histórico meio tenebroso quanto à diabetes, hipertensão, infartos e até câncer então não é bom brincar com a herança maldita que pode estar no meu DNA.

Você é o que come.

A vontade de querer mudar esse quadro feio foi o principal motivo para a criação deste blog, pois acho que quando anunciamos um projeto publicamente ficamos mais comprometidos em trabalhar nele. Como se fosse uma 'questão de honra'.

Espero poder cumprir com meu compromisso. Você me ajuda?

21/09/2012

O início de tudo.



Nunca fui boa na cozinha. Nunca gostei de cozinhar, só comer. Mas quem precisa aprender a cozinhar com um pai bom de panela e uma mãe melhor ainda? De quebra tem os bolos maravilhosos da irmã e petiscos da melhor amiga - formada em gastronomia, diga-se de passagem (sua melhor amiga não é formada em gastronomia? Só lamento).

A proposta deste blog não é ser mais um sobre receitas e afins. Para isso, a internet está cheia de ótimos sites e blogs. Aqui descrevo como é para uma (quase) completa leiga ter que se aventurar pelo desconhecido mundo das panelas e dos temperos e construir algo palatável.

Para uns cozinhar é uma arte (nas mãos da minha mãe mexido é obra prima!); para mim é bruxaria.

Não acho que seja vergonhoso não saber/gostar de cozinhar. Pessoas têm diversos tipos de talentos e muitas (mais até do que possamos imaginar) simplesmente não nasceram com o dom/gosto para culinária. E eu me enquadro nessa turma. Adoro comer (dizem que sou magra de ruim) mas se pudesse gastaria meu precioso tempo em outras atividades que são, a meu ver, mais produtivas que ficar uma, duas, três horas preparando algo que será devorado em questão de minutos (muitas vezes sem um elogio). Fora a louça suja no final. Affff

O fato é que por N motivos, todos nós - ou pelo menos a grande maioria - teremos que enfrentar o monstro do fogão alguma vez na vida (ou a vida toda) se quisermos nos manter em pé de forma digna (leia-se não viver apenas de congelados e/ou besteiras que só fazem comprometer a saúde e esvaziar o bolso). Nem sempre tenho com quem contar para preparar a comida para mim quando é preciso, então o que me resta é encarar o desafio - e meus piores medos em relação ao tema: panela de pressão e óleo quente.

Espero poder trocar experiências produtivas e truques que facilitem a vida nessa empreitada. Não tenho grandes pretensões com esse blog (aliás nem sei ao certo como tocá-lo) apenas quero deixar registradas minhas experiências e, quem sabe um dia, eu mude de opinião a respeito da cozinha e passe a enxergá-la com olhos mais amistosos. E que meus erros (que serão muitos, tenho certeza) e meus acertos sirvam de guia para outras pessoas que estão passando pela mesma situação que eu e as ajude a tornar a experiência mais fácil, bem humorada e agradável (se é que isso é possível). Se quiser participar esteja à vontade.

Grande abraço, Talita.